Descrição do Blogue

Este blogue permite visualizar trabalhos realizados pelos alunos nas disciplinas de Educação Visual e Tecnológica, Artes Visuais e na área de Expressão Plástica, no âmbito dos conteúdos abordados ao longo das unidades didáticas. Foi criado com o objetivo de cultivar nos alunos o gosto pela expressão artística, motivá-los para a realização das atividades através da linguagem plástica e visual e promover o seu sucesso escolar.

sábado, 25 de março de 2017

A Fada Oriana

No âmbito do projeto Ler+, na disciplina de Educação Visual, os alunos do 5º ano de escolaridade realizaram ilustrações da obra "A Fada Oriana" de Sophia de Mello Breyner Andresen, enquadradas na abordagem do conteúdo Comunicação.
Tendo em conta as diferentes formas de comunicar - escrita e visual - os alunos utilizaram a representação gráfica para ilustração desta obra, reconhecendo a importância da comunicação verbal e não-verbal. Pintaram os desenhos com um instrumento riscador já seu conhecido - lápis de cor - e aplicaram técnicas respetivas.
Esta atividade inserida no Plano Anual de Atividades tem cariz interdisciplinar.
A narrativa visual patente nos trabalhos encontra-se exposta na área que circunda a biblioteca, entre os dias 13 e 31 de março, coincidindo com o decorrer da Semana da Leitura do Departamento das Línguas.

"A fada Oriana"
5ºE - Margarida Pitães

5ºE - Gonçalo Ataíde

5ºE - Beatriz Lopes

5ºE - Daniel Silva

5ºE - Ana Dias


5ºE - Lara Maio

5ºE - Maria Domingues

5ºE - Mariana Vale

Capítulo I, "Fadas boas e fadas más"



Há duas espécies de fadas: as fadas boas e as fadas más. As fadas boas fazem coisas boas e as fadas más fazem coisas más.
As fadas boas regam as flores com orvalho, acendem o lume dos velhos, seguram pelo bibe as crianças que vão cair ao rio, encantam os jardins, dançam no ar, inventam sonhos e, à noite, põem moedas de oiro dentro dos sapatos dos pobres.
As fadas más fazem secar as fontes, apagam a fogueira dos pastores, rasgam a roupa que está ao sol a secar, desencantam os jardins, arreliam as crianças, atormentam os animais e roubam o dinheiro dos pobres. (…)

Desenvolvimento do processo de ilustração

5ºE - Carlos Araújo
Capítulo II, "Oriana"

Era uma vez uma fada chamada Oriana. Era uma fada boa e era muito bonita. Vivia livre, alegre e feliz dançando nos campos, nos montes, nos bosques, nos jardins e nas praias. (...)



5ºE - Leonor Paiva

Capítulo III, "O homem muito rico"


O Homem Muito Rico não tinha nem mulher, nem filhos, nem amigos. Só tinha criados.
A casa dele ficava no meio dum jardim muito bem tratado, com relva, arbustos, flores e ruas de areia.
Oriana deu a volta à casa para ver por onde é que havia de entrar. As portas estavam todas fechadas à chave e Oriana não as podia abrir. Porque em casa do Homem Muito Rico as fechaduras eram tão caras que nem uma varinha de condão as podia abrir. Mas havia uma janela aberta. Era a janela da sala.
Oriana espreitou e viu que na sala não estava pessoa nenhuma. Só lá estavam as coisas. Mas reinava uma atmosfera de grande má disposição. (...)

5ºE - Rafael Rodrigues

Capítulo IV, "O peixe"


Cá fora a tarde estava maravilhosa e fresca. A brisa dançava com as ervas dos campos. Ouviam-se pássaros a cantar. O ar parecia cheio de poeira de oiro.
Oriana foi pela floresta fora, correndo, dançando e voando, até chegar ao pé do rio. Era um rio pequenino e transparente, quase um regato e nas suas margens cresciam trevos, papoilas e margaridas.
Oriana sentou-se entre as ervas e as flores a ver correr a água. E ouviu uma voz que a chamava: - Oriana, Oriana. A fada voltou-se e viu um peixe a saltar na areia. (...)

5ºE - Joana Campos

Capítulo V, "A rainha das fadas"


(...) Mas de repente Oriana calou-se. Porque ouviu no ar um silêncio. E nesse silêncio levantou-se uma voz, uma voz alta, direita e severa que chamou: - Oriana!
Oriana estremeceu e voltou-se. Ao seu lado, no ar, estava a Rainha das Fadas.
E a voz alta, direita e severa tornou a falar:- Oriana, o que é que estavas a fazer?
Oriana, pálida, respondeu: - Estava a olhar para mim. (...) 

5ºE - Rúben Carneiro

Capítulo VI, "A floresta abandonada"


Estava tudo muito quieto e muito calado. A floresta parecia despovoada. Não se ouviam pássaros. Não havia nenhuma flor.
Mas havia muitos cogumelos venenosos. E Oriana chamou: - Pássaros, esquilos, veados, corças, coelhos, lebres! Então ouviu um barulho no chão e, pequenina e preta, a víbora apareceu. (...)

5ºE - Ana Torres

Capítulo VII, "A cidade"


As ruas estavam cheias de gente e Oriana sentiu-se muito perdida e muito tonta no meio de tantas casas, de tanto barulho, de tanta agitação. Olhava por todos os lados à procura de alguém que a pudesse ajudar. Mas só via desconhecidos, que passavam sem sequer a ver. (...)

Desenvolvimento do processo de ilustração

5ºE - Catarina Meneses

Capítulo VIII, "A árvore e os animais"


(...) A madrugada estava branca de névoa. Era a hora em que os pássaros acordam e começam a  cantar. Mas os pássaros tinham fugido para os montes e ninguém cantava.
- Que silêncio! Que silêncio! - murmurava Oriana.
- Vê- se bem que os meus amigos pássaros fugiram. Ai como eu estou sozinha! Ai como eu estou cansada! Não sei para onde hei-de ir e não posso dar mais um passo. E dizendo isto Oriana encostou a cabeça ao tronco de uma árvore e começou a chorar. (...) 


5ºE - Beatriz Sousa

Capítulo IX, "O abismo"


(...) A certa altura a velha parou para descansar. Estava a um passo do abismo. Oriana, a dez passos dela, pensou:
- Ainda chego a tempo!
Mas quando Oriana já estendia o seu braço para a agarrar a velha deu um passo em frente e caiu no abismo.
- Ai! - gritou Oriana. E esquecendo-se de que não tinha asas, saltou no abismo, para salvar a velha.(...) 


Pintura a lápis de cor

5ºE - Rafael Rodrigues

Exposição dos trabalhos dos alunos do 5ºano










Sobre Sophia...
Sophia de Mello Breyner Andresen nasceu a 6 de novembro 1919 no Porto, onde passou a infância.
Publicou os primeiros versos em 1940, nos Cadernos de Poesia
Na sequência do seu casamento com o jornalista, político e advogado Francisco Sousa Tavares, em 1946, passou a viver em Lisboa. Foi mãe de cinco filhos, para quem começou a escrever contos infantis. 
A sua obra está traduzida em várias línguas e foi várias vezes premiada, tendo recebido, entre outros, o Prémio Camões 1999, o Prémio Poesia Max Jacob 2001 e o Prémio Rainha Sofia de Poesia Ibero-Americana – a primeira vez que um português venceu este prestigiado galardão.
Faleceu a 2 de julho de 2004, em Lisboa. Dez anos depois, em 2014, foram-lhe concedidas honras de Estado e os seus restos mortais foram trasladados para o Panteão Nacional.
Na escola EB 2/3 de Real há uma sala com o nome de Sophia!


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